segunda-feira, 24 de setembro de 2007

A Poesia de Jaldes Meneses



Adeus, Zaratustra







Por trás da mais árida poesia
Pode-se encontrar o solo da teoria.
Somente o osso de uma manhã tardia
Encarcerada nas badaladas do meio-dia.


Adeus Fausto, adeus Zaratustra,
Nada perdi recusando o beijo de Esmeralda:
Não preciso de vocês,
Detesto mitos e abdico dos deuses.
Prefiro a companhia dos meus,
Iguais a mim em imanência,
Imperfeitos, solitários, gente comum.



BAUDELAIRE (work in progress)

IV

As coincidências embaralham. O livro se abre ao acaso, na página exata
Do poema que queria ler, assinando e multiplicando
O nome por dois: eu e minha passante, a viúva, o gato:
Não se conhecem: uma exclusivamente minha, outra do mundo.
Um fantasma esvoaçante, sombra que se apoderará doravante,
De minha intimidade qual um conhecimento desconhecido.
Convivo com ela infantilmente: um ursinho de pelúcia, cobra coral:
Na falta da carne, o consolo do brinquedo.

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