Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de novembro de 2008

Do Livro Poesia Velha - De Jaiel de Assis
















foto por Adriano





1 – Anuns na direção sul



Resolvi fazer um projeto novo de poesia
Uma poesia velha,
Dos vestutos tempos, nada de novo.
Estou em cima do pé de jacas
Derrubando frutos novos imaturos
Fazendo do vinagre meu colírio
Olho o sol sem nenhuma proteção
À vista!
Anuns voam na direção sul,
Uma mulher grita chamando a policia,
foto por Adriano
Um tiro parte na direção das jacas
E um fruto cai sem esperança,
O sol já não brilha em seus olhos.

domingo, 25 de novembro de 2007

A Beleza da Poesia das Canções Cubanas em ArteLivre


Ramo de Estrellas concluye este domingo esta pequeña muestra iniciada el miércoles, de la poesía de lindas canciones Cubanas.Como se puede notar, lo que aquí presentamos fue uno goteo de rocío en un inmenso océano de la música de Cuba, una representación de elección personal y de gusto por esos artistas y sus producciones de arte. Muy aún hay para oír y encantarse, investigar y descubrir. Nuevas melodías, las poesías más bellas e interpretaciones admirables. Espero que los amigos gusten de lo que presentamos y puedan sentir como la ArteLivre puede unir los pueblos y presentar un mundo más tierno y humanizado. Gracias.


Ámame como si fuera nueva

(Miriam Ramos)


Ámame como si fuera nueva;
viájame despacio por las venas;
siénteme, porque no soy de espuma;
siémbrame veneno para dudas.

Súrcame de besos desmedidos;
líbrame de engaños y de olvidos;
mírame de frente y desarmado;
créeme, si digo que te amo.

Una estrella puede ser suceso,
una catedral, una canción;
mil canciones pueden ser un beso
cuando un beso engendra una canción.

Llévame camino a la ternura;
puéblame con risa la cintura;
tórname sonora la guitarra;
vuélveme la vida a la garganta.

 
 

Deja que mi voz te llegue fuerte;
tómame el aliento con tu voz;
mátame la muerte con la muerte
de todo aquello que no sea amor.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

A Beleza da Poesia das Canções Cubanas em ArteLivre


ArteLivre continúa la muestra iniciada el miércoles de la poesía de lindas canciones CubanasInterpretadas mágicamente por Vicente Feliú y Silvio Rodriguez, Miriam Ramos, Elena Burke, y el Magistral Ignacio Villa lo Bola de Nieve.Los idiomas Latinos son lindos , apasionantes, llenos de amor y sensualidad y el Español juntamente con el Portugués son de una belleza rara. El lirismo, la creatividad, en fin toda la belleza del arte, de la poesía y de la alegría de pertenecer la esa bella humanidad de nuestro lindo planeta azul, grita en esas poesías, en esas obras de arte.Los autores de esas joyas de la canción Cubana son Viviente Feliú, Miriam Ramos, Ignácio Villa, José Antonio Méndez y Adolfo Gusmán.Con mucha alegría comparto con todos los amantes de la poesía y de la ArteLivre.

Ay amor
(
Ignácio Villa)



Amor, yo sé que quieres llevarte mi ilusión.
Amor, yo sé que puedes también llevarte mi alma.
Pero, ay amor, si te llevas mi alma,
llévate de mí
también el dolor,
lleva en tí todo mi desconsuelo
y también mi canción de sufrir.

Ay amor, si me dejas la vida,
déjame también
el alma sentir;
si sólo queda en mi dolor y vida,
ay amor, no me dejes vivir.


Ay amor, si me dejas la vida,
déjame también
el alma sentir;
si sólo queda en mi dolor y vida,
ay amor, no me dejes vivir.

 

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

ArteLivreCrítica por Jaldes Menezes




Chega Junto – Show de Adeildo Vieira

Diário de Bordo

(Adeildo Vieira & Águia Mendes)

Sou africano do Brasil, sou senegalês

Um Savimbicontra o império português

Já fui o mar, já fui a vela, fui a lei

Eu sou tantos ai-ai-ai quantos nem sei

Já fui escravo e já fui rei

Fui Camões, Vasco da Gama, fui vocês

Que muito além de Portugal, uma certa vez

Em mar, em terra, em sonho e em ilusão

Achava que o mundo era um pequeno grão

Que cabia na minha mão

Mas o mundo era grande, era grande demais

Não era do rei nem de Cabral

Nem a África, as velas e os cascos das caravelas de Portugal

Eu pensei que o mundo era só de amigos

Tão somente de amigos e nada mais

Não era do Ocidente nem do Oriente

O mundo éramos todos nós

O Show por Jaldes Reis Meneses



Antes de comentar o show de Adeildo Vieira (Chega Junto), duas palavras sobre o ambiente, o Teatro Santa Rosa superlotado, no auditório e nos camarotes (terça-feira, 06/11), para assistir ao vivo músicos paraibanos.

A primeira palavra. Como é belo o Teatro Santa Rosa, um salão inteiro recoberto de pinho de Riga e aquele palco italiano mágicos, de tantas histórias. O Teatro parece uma nave, todas as vistas convergem para o fundo do palco, arquitetura pensada pelos italianos no começo da modernidade, com o fito de exibir a ópera. Reparem que não se trata mais da estrutura da “agora” grega nem o círculo de inspiração medieval do “Globe Theatre” shakespeariano, onde havia um envolvimento do espectador de tipo mais direto, corporal, mas de algo diverso. Na era burguesa, como gostavam de escrever todos os grandes intelectuais e estetas do começo de século XX, a catarse fixou-se em definitivo na figura do artista individual. A segunda. Comentar um espetáculo em Teatro parece-me a mais interessante das atividades críticas, pois assim me invisto também das atividades de um historiador. O teatro é mortal – nunca mais haverá a iluminada noite de 6 de novembro de 2007. Todo apagar das luzes é definitivo. Amanhã será outro dia.

Qual a relação do longo prelúdio sobre o Teatro Santa Rosa a atividade do crítico como historiador com o show “Chega Junto” do compositor Adeildo Vieira?

Para mim, escutando atentamente o único disco lançado na praça por Adeildo (Diário de Bordo, 2004), alicerce, junto com as canções inéditas de um futuro CD (em gravação), do show atual, creio ter localizado uma matriz, fonte de ironia permanente, quase um fio condutor que dá o conceito do disco: a abordagem reiterada de uma espécie de tensão entre palco e platéia, entre artista e público, ou, melhor dizendo, entre o artista e certo tipo de público incapaz de refletir, pois o abjurado (e ironizado), na verdade, é o mercado da cultura de massas e seu séqüito de imposturas. Obviamente, a música do compositor nascido em Itabaiana, formado nas oficinas do Jaguaribe Carne e do Musiclube, comporta outras dimensões, mas no meio da versatilidade (sambas de andamento sofisticado, blues à lá Suely Costa, fados primorosos), encontro ao mesmo tempo esta tensão com o público como procedimento.

Deve parecer desatino escrever a propósito de uma espécie de estranhamento palco-platéia na música de Adeildo Vieira, uma pessoa simpática, alto astral, repleta de amigos. “Quem vê cara não vê coração” (verso de Cara Cardíaca, canção de abertura de “Diário de Bordo”). Ele encontrou uma forma estética interessante de absorver os impasses cotidianos de um compositor popular, uma figura da alegria e da tragédia (Noel Rosa, por exemplo). A metodologia é a seguinte: justapor ritmos dançantes (salsa, reggue, coco de roda, etc.) com letras de efeito inverso, mais mórbidos (“mas hoje, como sempre, se eu gritar que/ vou pular desse edifício/ o espetáculo recomenda o pulo”, “Ok, Você Venceu”). O efeito do estranhamento nos incita a refletir, mais ou menos na linha da subseqüente mensagem: é possível ao mesmo tempo pensar e dançar. Pensar e dançar ao mesmo tempo significa celebrar a vida, alterando a rota de expiação da catarse para um sentido de alegria consciente. Dessa maneira, os ritmos latinos e mesmo o reggue (metamorfoseado no Brasil do protesto vigoroso de Bob Marley a um fundo sonoro de letras adolescentes e infantis) ganham densidade poética.

Quem esteve no show sentiu-se contagiado momentaneamente por um sentimento de irmandade e compartilhamento. Começou quando Adeildo trouxe ao palco para cantar com ele parceiros de trocas musicais (Dida Vieira, Gláucia Lima, Débora Vieira, Escurinho, Eleonora Falcone, entre outros), e terminou numa espécie de apoteose, com o público cantando de cor “Amorélio” (é bonito ver as pessoas sabendo de cor a letra de uma canção que não toca no rádio) e aplaudindo de pé. No fundo, se pensarmos em utopia, o show de Adeildo Vieira propõe uma mensagem bem singela: a transmutação do público em amigos, pois neste grau de intimidade a catarse abandona o endereço fixo do artista, sendo redistribuída entre todos nós. O poeta Águia Mendes, autor da letra de “Diário de Bordo”, fez a síntese poética do que afirmo nos seguintes bem construídos versos, cantados nos show – “eu pensei que o mundo era só de amigos/ tão somente de amigos e nada mais/ não era do Ocidente nem do Oriente/ o mundo éramos todos nós”.

Para não dizer que apenas falei das flores, senti falta no repertório do show da música que mais gosto de Adeildo: a salsa “Cara de Anjo”, interpretada no disco “Diário de Bordo” num bem urdido dueto com Totonho. Melhor pensado, foi bom “Cara de Anjo” ter ficado de fora, porquanto fatalmente despertaria comparações entre o banho de interpretação de Totonho e quem o substituísse no palco. Outra coisa: para mim, algumas canções mais rítmicas como que pediam um naipe de metais, certamente cortado por falta de recursos financeiros. Valeu.

Notas:

Teatro Santa Rosa - João Pessoa – Paraíba

Adeildo Vieira, Totonho, Dida Vieira, Gláucia Lima, Débora Vieira, Escurinho,

são Artistas Paraibanos – compositores, Cantores, Poetas,Músicos.

Águia Mendes é Poeta e parceiro de Adeildo Vieira

Jaldes Reis de Meneses.

Professor dos Programas de Pós-Graduação em História e Serviço Social (UFPB).

e-mail: jaldesm@uol.com.br

coluna: www.wscom.com.br

blog: http://www.jaldes-campodeensaio.blogspot.com/

Relançamento Do CD Diário de Bordo


Edição histórica do CD "Diário de Bordo" será lançada ainda este ano!

Trata-se de uma edição pirata do CD "Diário de Bordo", pois as duas edições originais já foram esgotadas, restando apenas as últimas unidades no Sebo Cultural e na Furta Cor do Shopping Sul.

Saibam, entretanto, que esta será uma edição organizada, pois estou lançando o selo "Pirata Original", com os CDs genéricos autografados pelo autor. É um pirata mais decente do que o da garrafa de Ron Montila.

O decente genérico será vendido pela bagatela de R$ 5,00 (cinco reais). E, por favor, não o pirateiem e nem aceitem imitações. Só compre esta edição histórica do "Diário de Bordo" se no produto estiver estampado o selo de originalidade piratélica que estou lhes apresentando em acima.

Esta é a prova de autenticidade deste produto pirata.

Seja atencioso para não ser enganado!!!

Compre o Pirata Original do CD "Diário de Bordo" e mantenha a autêntica admiração e o inviolável respeito do único Adeildo Vieira possível: Eu!

Assinado:

ADEILDO VIEIRA

juro que sou eu mesmo!!!