Mostrando postagens com marcador amar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amar. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Do Livro poesia Velha - De Jaiel de Assis



Pataxós - Foto de Renato Nicolai


19 – Colocando orelhas de abano na poesia


Na Poesia Aberta gritei como Ali Babá Gritava,
Aqui na Poesia Velha imito Colombo
E coloco minhas orelhas de abano em plena poesia.
O método ainda é o 343,
O topo do mundo agora é a Serra dos Parecis
E minha tigela está cheia do creme de Cupuaçu.
Colombo ainda se acha mais criativo por colocar
O ovo em pé e descobrir a América.
Concordo com ele e coloco pimenta no creme de Cupuaçu.
O pensar agora é vermelho, meu sangue índio ferve,
A criatividade é esta: amar como qualquer criança!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Do Livro Poesia Velha - De Jaiel de Assis

Serra da Borborema por Caio B - Paraíba - Brasil




Serra da Borborema por Gracinha Gondim - Paraíba - Brasil



18 – Como pensar de noite, um método especial


Ainda aqui neste topo do Mundo,
Minha linda Serra da Borborema,
Com minha tigela com mel de engenho,
Farinha e Açaí,
Começo a pensar pelo método 343.
Um pensamento novo remendado em velhos pensamentos,
Tecido para ser costurado à velocidade da luz.
Coloco pimenta no mel com açaí e farinha,
Pimenta malagueta para dobrar o pensar
E assim mergulho para além da distância de Planck.
O que parecia pequeno, o micro amor,
Aqui de dentro é imenso,
Não há cor, o sentimento é outro,
Como um beliscão na perna,
Um olho aberto,
Alguém me chamando:
- Quer mais seu Zé?
Limpo os beiços e penso de novo.
Amar é bom.