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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Do Livro Poesia Velha - De Jaiel de Assis

Serra da Borborema por Caio B - Paraíba - Brasil




Serra da Borborema por Gracinha Gondim - Paraíba - Brasil



18 – Como pensar de noite, um método especial


Ainda aqui neste topo do Mundo,
Minha linda Serra da Borborema,
Com minha tigela com mel de engenho,
Farinha e Açaí,
Começo a pensar pelo método 343.
Um pensamento novo remendado em velhos pensamentos,
Tecido para ser costurado à velocidade da luz.
Coloco pimenta no mel com açaí e farinha,
Pimenta malagueta para dobrar o pensar
E assim mergulho para além da distância de Planck.
O que parecia pequeno, o micro amor,
Aqui de dentro é imenso,
Não há cor, o sentimento é outro,
Como um beliscão na perna,
Um olho aberto,
Alguém me chamando:
- Quer mais seu Zé?
Limpo os beiços e penso de novo.
Amar é bom.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Do Liiivro Poesia Velha - De Jaiel de Assis



17 – Labaredas curtas


É hora das labaredas curtas.
É hora de se misturar aos raios
Na face quente do sol.
Aqui nesta caldeira de luz
Não encontro nem um pinguinho de noite.
Noite para o quê?
O show pode acontecer às claras
Para que todos possam ver,
Os surdos não precisam de olhos,
Os cegos com suas grandes bocas,
Cortam suas orelhas para ver melhor.
Aqui na quinta avenida,
Caminhando sem medo dos terroristas,
Em plena New York virtual,
Sinto que fezes de intelectuais caem em minha cabeça.
É isso mesmo! Merda pura e fedorenta,
A bosta mais inútil, o cocô catedrático,
Caindo em minha cabeça como bombas,
Tentando modelar meu pensamento.
Resistente, em plena poesia velha,
Subo na Serra da Borborema,
Sento neste topo do mundo,
Minha visão é dia,
Claridade,A noite terminou.