Mostrando postagens com marcador luta pela terra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador luta pela terra. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Do Livro Poesia Velha - De Jaiel de Assis




Foto Alessandro Martins

26 – Então a tarde caminhava em direção a um assalto qualquer...


Isto não é poesia é dor!
E as luas metades que gritam
No meio das pernas da menina
E os morangos gelados e secos
Em doses quentes nos olhos assustados do cobrador
Diante de uma pistola reluzente com seus 14 tiros e mortes a espalhar.
Olho a tua xana, e este chocolate em flor
É uma alegria em minha vida.
Abelhas amigas me cravam um doce veneno e provam que o doce nem sempre é mel.
Vejo a lua com sua face escondida,
Sua luta secreta por água, seus escorpiões gelados, sua visão de terra.
Abro uma castanha, retiro a castanheira e todos os vermes empalhados.
Descubro que o meu quintal é igual a Marte.
Torno a abrir a castanha e os vermes são tão puros e brilhantes, o ouro do Pará.
Ouro e castanha, vinho e mandioca, terra arrasada!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Do Livro Poesia Velha - De Jaiel de Assis




7 – Tatuagens ecológicas


A minha falta de tatuagens prova que não pertenço a nenhuma tribo.
Os ecologistas querem salvar a terra,
A terra nave errante continua girando e girando...
As meninas de programa querem ir à Espanha
E os Anuns de luto continuam voando para o sul.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Do Livro - Poesia Velha De Jaiel de Assis

Barraco queimado - foto LCP

2 – Da Castanheira meu ponto de vista



Vejo a terra daqui de cima desta velha Castanheira,
A terra já não é redonda é arrendada.
Coronéis e políticos brincam algum tipo de ciranda,
A noite aparece com fitas azuis.
Olho na direção vermelha do rio
E novamente a terra não é redonda é arrendada.
Rendas de um luto quase azul, grito noturno de nenhum pássaro.
Meu bote voa por sobre dinamites.
Se acreditasse em tua virtude teria virado pó.